Consumo

Banco de tempo – uma forma de consumo colaborativo

Você já ouviu falar do banco de tempo? O conceito é relativamente novo aqui no Brasil e vem ganhando mais adeptos a cada dia. Ele é um movimento que estimula a troca de serviços sem utilizar o dinheiro.

Isso mesmo! Vem ao encontro do mercado que estamos acostumados. Como uma forma solidária, ele encoraja a troca do seu tempo.

Na prática, é usado o tempo como moeda. Não tem distinção da atividade que você se dispõe a fazer, ou seja, as horas possuem o mesmo valor.

Você tem uma habilidade, presta algum serviço ou tem experiência em uma área. Entrando em um banco de tempo você se inscreve e se outra pessoa precisar da sua mão de obra, digamos assim, ela entrará em contato. Quando realizar o trabalho você receberá em forma de horas, créditos que pode usar para quando precisa de algum serviço.

Um exemplo seria eu que sou fisioterapeuta disponibilizar uma hora de atendimento gratuito de drenagem linfática. Como pagamento receberei em tempo para algo que eu precise, poderia ser fazer as unhas ou alguém andar com meus cachorros.

Outro princípio bacana é que cada hora vale o mesmo. Não faz distinção de trabalho, afinal estamos trocando horas da nossa vida e todas possuem a mesma importância! Uma hora com um profissional graduado em alguma área tem o mesmo valor que alguém que se dispõe a ler para uma pessoa impossibilitada.

Essa iniciativa além de ter uma ação “anticapitalista”, valoriza todas as pessoas e estimula a solidariedade e união. Sem competições, é um lugar com espaço para todos.

É um pensamento de abundância. De dar e receber, assim como crescer em comunidade. Voltar ao que antes já era feito e permanece em muitos locais, principalmente em pequenas cidades e comunidades.

Aqui no Brasil alguns sites e aplicativos já funcionam assim e está dando certo para muita gente. Existem também grupos no Facebook para cidades específicas. Escolhi dois sites de banco de tempo e um aplicativo que já testei, mas no último link estão mais opções de sites nessa linha.

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Consumo · Vida

Fazendo as unhas sem tirar cutícula

Devo confessar que eu não sou a pessoa mais vaidosa do mundo. Geralmente vou ao salão de beleza duas, três vezes por ano e sempre acabo optando por cuidar das minhas unhas e cabelo em  casa mesmo.

Mais do que ser somente influência do minimalismo, desde pequena nunca foi rotina para nós frequentar o salão.

Como eu trabalho com fisioterapia em uma clínica é comum ter minhas unhas curtas e sem esmalte normalmente, mas não é por isso que deixamos de cuidar delas não é?

Muitas pessoas não sabem a importância da cutícula para a saúde das nossas unhas, mas ela é fundamental. Outro ponto também é que com o tempo ela vai ficando mais fininha e SIM gente, é possível esmaltar com elas. Já fui em uma manicure que logo de cara já falou que não ficaria bonito se não tirasse a cutícula.

Alguns pontos consideráveis para pensarmos antes de mais nada:

  • A cutícula é uma proteção. Sem ela você tem uma probabilidade maior de ter alguma doença infecciosa;
  • As unhas ficam mais fortes e saudáveis;
  • A rotina de cuidado com as unhas fica mais rápida;
  • Muitas vezes ninguém nem percebe que você não tira (comigo sempre se espantam);
  • Unhas encravadas são mais frequentes em quem tira.

A dúvida agora é, como cuidar das cutículas? Elas precisam ser hidratadas, como a nossa pele! Hidratando e empurrando é o suficiente para cuidar delas e deixar a aparência bonita.

Vou contar para vocês como eu cuido das minhas unhas.

  1. Começo umedecendo com água, dermatologistas indicam umedecer com uma toalha quente também;
  2. Depois coloco amolecedor de cutículas por uns 10 minutos (aqui na minha cidade comprei por R$3,20);
  3.   Pego uma escovinha, pode ser aquela de roupa, e passo pelas unhas como uma esfoliação;
  4. Umedeço com água se precisar;
  5. Aí é só pegar um pau de laranjeira e empurrar a cutícula para dentro.

Muito simples e bem mais rápido que tirar a cutícula. Os cremes para mão são ótimos para hidratar as cutículas também. Para finalizar, se libertem amigas!

Consumo · Minimalismo

Minimalismo e o slow fashion

Fast Fashion

O slow fashion é uma tendência que vem crescendo dentro e fora da internet. Basicamente é uma moda sustentável e principalmente com respeito aos profissionais. O trabalho escravo não é um problema que só existe no outro lado do mundo. Ele está mais perto do que imaginamos. Em ritmo acelerado o consumo rápido e descartável faz as suas vitimas diariamente. 

 Atualmente a maioria da empresas de moda utilizam a estratégia de produção de larga escala em um período mínimo de tempo e com baixa qualidade dos produtos oferecidos. O foco é no lucro. Para saber mais sobre os impactos do fast fashion veja aqui

O slow fashion tenta resgatar os valores antigos. Presa pela diversidade e valoriza cada indivíduo e cultura como únicos. Produtores locais, peças feitas à mão e qualidade são alguns pontos do slow.

O minimalismo como estilo de vida também olha pelo lado da durabilidade das peças e menos impacto ambiental. A ideia do armário capsula e de ter poucas peças sendo usadas é o máximo do minimalismo.  Qualidade > quantidade!

Peças atemporais são a chave, não necessariamente neutras. Você pode ter um armário minimalista cheio de cores e estampas. A regra é que cada um faça a sua regra de acordo com a sua vida. O minimalismo é o consumo consciente. Rever nossas prioridades e valorizar as pequenas coisas.

Nunca fui uma pessoa que está ligada à moda e atrás de tendências, mas de um tempo para cá tenho procurado mais por estar chegando à uma idade que não quero andar como uma adolescente e também não quero aparentar mais idade do que eu tenho. 

“Quando compramos algo, não pagamos com dinheiro. Pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem Quando compramos algo, não pagamos com dinheiro. Pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem uma detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta.uma detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta.”

Mujica

Acredito que precisamos mudar o mundo, a moda e nós mesmos para chegarmos ao planeta que queremos para os nossos filhos e netos.  

Consumo

O que está acontecendo com os nossos eletrônicos?

Vector illustration – Freepik

Recentemente tivemos que ir às compras aqui em casa. Mas não era uma compra qualquer, eu e minha mãe fomos comprar ( no meu caso)  pela primeira vez na vida um liquidificador. Sim, em meus plenos 30 anos de vida só utilizamos um bom e velho guerreiro liquidificador. Com sua aparência que já viu dias melhores, agora ele começou a apresentar defeito.

Conversando com a minha mãe descobri que ela comprou ele ainda em sua época de solteira e após o casamento mesmo ganhando outro ela escolheu doar o novo e ficar com ele. Facilmente ele esta na família por volta de 35 anos ou mais.

Ao passar da vida confesso que as vezes eu usava ele e pensava que queria um liquidificador novinho e bonito como eu via na casa de parentes e nas lojas.

Hoje com a visão que tenho posso dizer a tristeza que me deu ter que aposentá-lo, acabamos resolvendo deixar ele  guardado aqui com a gente. Um amigo de tanto tempo não merecia parar em um lixão qualquer abandonado ou virar sucata. 

Não é uma atitude que eu teria olhando pelo lado minimalista, mas por outro lado ele me fez refletir como nós tratamos as coisas hoje. Em toda roda de senhoras (nem tão senhoras assim kkkk) é frequente a reclamação de como as coias que compramos hoje não duram nada e como eletrodomésticos, celulares, móveis são descartáveis. Mas existe algo descartável realmente? Onde vai parar esse “lixo” todo?

Fato é que mesmo sendo comum as pessoas verem essa jogada se rendem e substituem prontamente por versões novinhas e de “plástico”.  Inclusive nem esperam quebrar, porque o que importa é ter o novo, o que ninguém tem ainda.

Não é que menos de uma semana de comprarmos nosso liquidificador me deparo com essa matéria no El país falando exatamente sobre isso:

 Ela fala com a vida útil desses produtos são intencionalmente reduzidas para nos obrigar a comprar novos. Aquele celular que compramos hoje teremos sorte se durar dois anos. Na maioria das vezes ele vira lixo e vai contaminar o meio ambiente. 

Ao mesmo tempo outra matéria (um pouco mais antiga) falando de um casal de idosos que utilizam os mesmos eletrodomésticos por mais de 50 anos. 

Será até quando continuaremos comprando produtos caros para utilizar por um período curto e acabando com os recursos naturais para encher o bolso dessas grandes indústrias? É um pouco reconfortante saber que em alguns países já começaram a perceber e tentar impedir isso, mesmo sabendo que por interesses econômicos e políticos é uma batalha difícil de ser vencida. 

Por aqui seguimos conservando e tentando dar o maior tempo possível de vida útil para tudo que compramos e também tentando concertar os nossos velhos amigos que já estão na família faz ó, anos!

Consumo

Como ser mais sustentável fazendo seu próprio sabão líquido

sabão liquido natural

 

Depois de um tempinho longe do blog (estava com muitos compromissos profissionais) eu finalmente vim escrever para vocês uma dica que estava louca para compartilhar.

Todos sabemos como utilizar sabões e detergente causa um impacto bem negativo no meio ambiente. Mesmo que pareça que precisamos de todos aqueles produtos para limpar nossa casa, na maioria das vezes usando vinagre e bicarbonato temos o mesmo resultado ou até melhor.

 Trago aqui um trecho do texto que vocês podem encontrar no Ecycle falando um pouquinho mais sobre isso.

Em sistemas que dependem do oxigênio, como rios e lagos, os agentes tensoativos interferem nas taxas de aeração, pela redução da tensão superficial do meio, que faz com que as bolhas de ar permaneçam um menor tempo que o previsto em contato com meio. Além disso, a formação de espuma na superfície com o movimento das águas impede a entrada de luz nos corpos d’água, essencial para a fotossíntese dos organismos subaquáticos.

Pensando em tudo isso já tem um tempo que procurava uma receita caseira para substituir aqui em casa o detergente, o sabão liquido para lavar as mãos e para as roupas.

Já tinha tentado algumas outras receitas que não gostei muito até que encontrei essa receita que vi em um vídeo da Jout Jout em parceria com a Cristal do blog Um ano sem lixo. Essa receita é simplesmente MARAVILHOSA!

O processo é super simples e barato! Você vai precisar de poucos ingredientes.

  • 3 litros de água
  • 1 barra de sabão de coco ralada
  • 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio
  • 50 ml de álcool
  • Óleo essencial da sua preferência

No video elas mostram o passo a passo fácil e pronto. Em menos de um dia está pronto o seu detergente líquido.

Gente, sério, é incrível! Você pode usar para tudo! Limpar a casa, lavar louça, as roupas… Eu também usei ele para limpar a borracha branca dos meus tênis e limpou super bem. Já estou dando adeus para os produtos de limpeza do supermercado!